"Olá,
Sou o Paulo uma pessoa
extrovertida, divertida, simpática e sempre pronto a ajudar o próximo, ou pelo
menos é isso que tento demonstrar, mas na verdade sou uma sombra, alguém que
não tem um pouco de amor na vida, que não se sente realizado com nada do que
faz, e ultimamente tem sido mais difícil viver com isso. Há uns meses atrás
pensei que me tinha apaixonado pela pessoa certa, tudo corria bem, simpática,
carinhosa, cheia de amor para dar, mais velha, mais matura, mais vivida, com os mesmo
gostos, horas e horas de conversa por mais que tentássemos não havia maneira
de ficarmos sem assunto, só uma palavra no momento certa dava para horas
infindáveis de conversa. Mas com o tempo tudo começou a mudar, começaram as
desculpas, as historias que dizia não soavam corretas para a pessoa que
demonstrou no inicio, e posso dizer que a simples expressão “boas vidas”
despontou uma discussão e um stress por parte dela que até hoje não percebi
porque começou. Ou tenho muito azar e no momento em que me sinto mais feliz
tudo corre mal, ou realmente há muitas pessoas neste mundo que não prestam, que
não têm carácter e que conseguem ser falsas que pura e simplesmente não merecem
o carinho que as pessoas lhes dão. Com isto tudo a acontecer vou à rua sem
vontade, porque ficar em casa só iria piorar a situação, demonstro um enorme
sorriso, um à vontade descomunal, quando por dentro só me apetece chorar,
estou desfeito, não sei que rumo a minha vida vai levar, sem emprego, sem
carinho, sem um amigo que possa chegar perto e desabafar tudo isto, pois
prefiro guardar para mim do que contar a alguém e no momento a seguir todas as
pessoas que me rodeiam já sabem e me vêm chatear com isso. É neste mundo que
vivemos, e eu sou apenas mais uma daquelas pessoas que andam a vaguear como
sombras sem rumo e sem destino. Não há meio de me sair o Euro Milhões para ir
correr o mundo e sair deste dia a dia monótono e conhecer culturas e países
novos que o Portugal que me rodeia não e meu amigo, e acho que nunca ira ser.
Desculpem qualquer coisinha, foi a primeira vez que fiz algo do género.
Obrigado."
- Paulo Dias