terça-feira, 21 de julho de 2015

Carta #5

Já nem sei bem o que te dizer. Continuo perdida sem saber onde te encontrar e as palavras são cada vez mais escassas. O que nos unia parece estar a desaparecer e isso é o que mais temo, que desapareça por completo. Até já falo no passado como se tu fosses do passado.
Que medo que tenho.
O tempo, como sempre continua a passar de tu continuas sem aparecer, mas que estranho que isto ainda me é. Queria mesmo ter-te aqui nem que fosse por um segundo, só para um abraço. Voltar a sentir-te seria como ser feliz outra vez. 
As lágrimas que me vão correndo de vez em quando são o espelho das saudades que sinto e do amor que ainda sinto por ti. Éramos como irmãos e seremos sempre como irmãos. Deste-me o que nunca ninguém me deu, pelos menos até agora e nem sei se quero que alguém se torne o que tu eras. Não me interpretes mal, porque nunca ninguém te irá substituir. Ainda fazes parte de mim. Sempre farás parte de mim.
Sou a sombra do que era quando estavas comigo. Tento que os outros não se apercebam do que por dentro estou a morrer aos poucos, mas nem sei se faço isso como deve ser. Muitas vezes não tenho vontade de fazer nada. Nada. Fico só deitada a relembrar tudo o que me deste e a imaginar tudo o que me poderias dar. 
Sem ti não é a mesma coisa.
Continuo a fugir das perguntas que me fazem e a evitar falar de ti aos outros. Nem com a tua irmã consigo falar. Dói, é demasiado para mim ainda.
Contudo, espero que estejas bem e que vás olhando por mim. 
Eu sinto-te, a sério que sim, ou então estou só a chegar à loucura. Prefiro acreditar que és mesmo tu, prefiro sentir-me forte assim.

Muitas saudades e muito amor.

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