Estou tão cansada e ao mesmo tempo estou feliz. Estou com medo o que o futuro me possa reservar, visto que amanhã saem as notas dos exames e se não entrar na faculdade não sei o que fazer da minha vida. Ando com falta de confiança e tudo à minha volta parece estar confiante em demasia. Pergunto-me todos os dias se estou a ficar maluca ou se é o mundo que está a ficar maluco.
Alguém me sabe responder?
Não me arrependo de muita coisa, mas tenho alguns "e se" na minha vida e na minha mente. Agora que já ultrapassei o maior problema que me assombrava sinto-me tão mais leve. O peso ue tinha sobre os ombros não desapareceu por completo e acho que nunca vai desaparecer, só está mais leve, muito mais leve e muito mais suportável. A verdade é que as feridas que as palavras e as ações de outros se abriram. Não para o mal, mas para o bem, penso eu. Tenho estado a refletir sobre mim mesma, os que me rodeiam e o que ando a fazer. Talvez me ande a torturar, embora tenha deixado tudo para trás e já não me magoe como magoava tenho sempre de tentar encontrar um significado para os que os outros me fazem. Não sei se faço sentido, eu tento, eu juro que tento.
Sinto que ando a perder muita coisa, embora que tenho feito o maior esforço para viver o mais possível, porque eu sou assim. Posso estar o mais triste possível e mesmo assim vou sair de casa e viver, porque se não viver o máximo enquanto tenho 20's não o vou fazer aos 80. E não me venham com aquela frase típica de que a idade é só um estado de espírito (sei-a tão bem que nem tenho a certeza de é assim).
Há pessoas que já saíram da minha vida e, de certa maneira, ainda estranho isso. Parece sempre que há algo que falta. Não falo de todas, apenas daquelas que me deixaram uma marca ou que deixaram uma marca na minha vida.
Sou mais forte do que penso, pelo menos é o que os outros dizem, mas não tenho tanta certeza disso.
Se isto parece um diário peço desculpa, mas não sei ser de outra maneira. Não sou do tipo que se consegue abster dos sentimentos, não consigo, vivo os sentimentos com muita intensidade. Sou o que sou e não há grande coisa que possa fazer, até porque acho que não sou assim tão má.