Não sei bem o que te dizer, mas hoje as saudades estão a apertar mais que nunca. Sinto-me a falhar-te, sinto-me a deixar-te mal. Já não estás comigo em carne e osso, embora goste de pensar que foste apenas viajar e que um dia nos vamos voltar a ver.
Não te ouço, não te vejo, apenas te sinto. Não o teu toque. Não. Sinto a tua alma ou o teu espírito, não sei o que lhe chamar, nem sei se lhe podemos chamar alguma coisa. Vou procurando e nunca te encontro. O som da tua voz, na nossa última conversa, ainda ecoa na minha mente como se tivesse acontecido ontem, embora já tenham passado anos.
Não tens noção da falta que me fazes, não tens noção de nada, provavelmente, eu também não. As saudades em vez de diminuírem aumentam e sem ti parece tudo mais difícil.
Ainda me questiono porque raio tinhas de partir e abandonar-me desta maneira. Não há outra forma de o dizer, fiquei mesmo abandonada, perdida, sozinha. O mundo já não é o mesmo para mim e nunca o vai ser, todos os dias muda e muda porque estou sem ti.
Já não sou capaz de acreditar em mim como acreditava quando me dizias todas aquelas palavras que me preenchiam por dentro. Nem sequer te posso dar a mão ou mandar uma simples sms. Restam-me estas cartas e não há maneira de saber se alguma vez chegarão até ti.
Só vou descobrir resposta a todos estes mistérios, a todas estas perguntas que insistem em permanecer na minha cabeça quando partir. Quando partir para junto de ti, espero eu.
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